sexta-feira, 7 de novembro de 2008

"O Cordão Umbilical"


Hoje registro um texto muito interessante.

Para reflexão... de pais e de filhos...

Tem muitos filhos por aí que não

aceitam (por comodidade) que os

pais cortem este cordão.

Que todos tenham um belo
final de semana!

Bjks, Yara





"O Cordão Umbilical"




Deus é perfeito e faz tudo com perfeição!

Costumo dizer que todas as lições que precisamos aprender para bem viver estão nas coisas simples da vida. É suficiente abrirmos os olhos, que sejam físicos, que sejam do coração.

Uma criança está ligada à mãe pelo cordão umbilical em um tempo normal de nove meses.

Passado esse período, essa ligação já não é mais benefício, mas, ao contrário, representa um perigo de vida para os dois.
É maravilhoso perceber que Deus estabeleceu um tempo para que um novo ser humano possa começar sua independência.

Há pais que vivem a vida inteira e não se dão conta disso.
Eles querem carregar seus filhos nas costas, a fim de evitar sofrimentos e pensam fazer isso por amor.

Mas o que é amar?


Amar é saber a hora certa de cortar o cordão umbilical.
Fazendo tudo por nossos filhos, nós os sufocamos e os deixamos despreparados para a vida.

Nosso medo é que eles sofram.

E daí? Quem não sofre? Quem pode evitar esse caminho?

Amar não é correr o tempo todo atrás das nossas crianças para evitar que caiam, mas estar ao lado delas cada vez que caírem para sanar os ferimentos e dar apoio, um abraço, um beijo, uma simples presença.

Deus, que é nosso Pai maior e conhecedor de todas as coisas, também permite que passemos por caminhos difíceis, às vezes mesmo quase insuportáveis e Ele não nos ama menos por isso.

Nós damos muito mais valor às coisas que obtemos com dificuldade e o Senhor sabe disso. Mesmo Jesus conheceu a fome, sede, dor e angústia.

E Ele é o Filho do Rei, ele é perfeito...


Amar não é construir no lugar dos nossos filhos, é ensiná-los o valor de construir e o prazer de ver o resultado.

É ensiná-los que a vida não nos oferece tudo e que na maioria das vezes precisamos lutar para alcançar as coisas, precisamos passar por sacrifícios,
nos resignar e aceitar que não somos perfeitos, mas que dentro da nossa imperfeição, podemos dar o melhor de nós.

Não podemos criar nossos filhos numa redoma de vidro, por que não somos eternos e por que isso seria injusto para eles.

Crianças super protegidas serão adultos mancos para a vida toda e correm o risco de sofrer muito mais do que aqueles que cedo aprenderam que não importa se a gente cai e se machuca, a gente se levanta sempre e pode recomeçar cada vez.

Às vezes o maior presente que podemos dar aos nossos filhos é deixar que caminhem sozinhos, que façam suas experiências, que experimentem as lágrimas e o gosto do sal, as decepções das derrotas e o grandioso sabor das vitórias.


Amar é libertar.

Mesmo se isso dói em nós...


(Letícia Thompson)








Texto e Imagens: Google Internet.

Música: James Blunt - Carry You Home


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