sábado, 29 de novembro de 2008

"Receitinhas"


Estas receitas são típicas
do Dia de Ação de Graças.

Como não temos a tradição de
comemorar esta data, elas ficam de
sugestão para as festas de fim de ano.

Um excelente fim de semana para todos nós!

Bjks, Yara



Peru Assado com Sálvia e Maçãs





Ingredientes:

Para o Peru:

1 peru inteiro de tamanho médio
20 folhas de sálvia
4 fatias de pão integral
1 cebola pequena
2 maçãs
100 g de manteiga
1 xícara de água
1/2 limão
sal e pimenta-do-reino

Para o molho:

1 xícara de champanhe
1 xícara de vinho madeira ou Marsala
2 xícaras de caldo de frango ou de peru
6 colheres (sopa) de farinha de trigo
sal e pimenta-do-reino

Modo de Preparo:

Lave o peru em água corrente, seque-o bem. Tempere com sal e pimenta-do-reino inclusive a cavidade do peito. Coloque o limão na cavidade do peru.

Descasque as maçãs e corte-as em cubos. Pique finamente a cebola e refogue-a em uma frigideira com um pouco de manteiga, acrescente os cubos de maçã e metade da sálvia bem picada, acrescente as fatias de pão bem picadas e molhe com um pouco de caldo de frango ou peru e tempere com sal e pimenta do reino. Retire do fogo e recheie a cavidade do peru com a mistura obtida.

Costure a cavidade ou prenda com palitos. Coloque o peru em uma assadeira e espalhe abundantemente as 100 gr de manteiga sobre ele e cubra com as folhas de sálvia restantes.

Cubra com papel alumínio e asse em forno forte por 40 minutos. Abaixe a temperatura do forno para médio , retire o papel alumínio e continue a assar o peru regando sempre com os sucos que se formaram na assadeira.

Asse por 2 a 3 horas ou até que o peru esteja bem dourado e assado. Retire do forno e retire o peru da assadeira.

Coloque o molho que se formou na assadeira em um recipiente e espere esfriar um pouco, retire um pouco da gordura que se formou na superfície, cerca de ¼ de xícara e elimine a gordura restante reservando o molho .

Coloque a gordura em uma panela e leve ao fogo, acrescente a farinha de trigo e misture bem, cozinhe por 1 ou 2 minutos para que a farinha doure levemente e acrescente o caldo de frango ou peru. Misture bem e reserve.

Coloque a assadeira em que o peru foi assado sobre a chama do fogão, regue com o champanhe e com o vinho madeira, deixe reduzir à metade e acrescente o molho que se formou na assadeira e que estava reservado, acrescente também a mistura com o caldo de frango, cozinhe por 2 ou 3 minutos e passe o molho por uma peneira, acerte o ponto de sal e pimenta do reino.

Aqueça novamente o peru e sirva com este molho.






Cebolas Caramelizadas





Ingredientes:

1 kg de cebolas médias
1 xícara (chá) de molho de soja (shoyu)
4 colheres (sopa) de açúcar mascavo
1/2 xícara (chá) de azeite de oliva

Modo de Preparo:

Pré aqueça o forno à temperatura baixa (160ºC). Descasque as cebolas, elimine as extremidades e corte-as em gomos grossos.
Coloque-as numa panela com 2 litros de água fervente e cozinhe por 2 minutos.
Retire do fogo, escorra a água e transfira as cebolas para uma assadeira refratária.
Espalhe sobre as cebolas o molho de soja misturado com o açúcar e o azeite de oliva.
Leve ao forno por 50 minutos, ou até as cebolas ganharem um aspecto caramelizado.
Durante este tempo, mexa de vez em quando.

Retire do forno. Sirva com peru ou chester.




Risoto de Abóbora / Butternut Saquash





Ingredientes:

2 colheres de sopa de azeite de oliva
4 tiras de bacon, os pedaços que tem mais carne que gordura
1 cebola pequena descascada e picadinha
500g de abóbora/butternut squash descascada e picada em pedaços de médio para pequeno
1 dente de alho picado
¾ colher de chá de tomilho
350g de arroz arbóreo (ou outro arroz de risoto)
1 litro de caldo de legumes
Pedaços gelados de manteiga

Modo de Preparo:

Ponha o caldo de legumes numa panelinha e leve ao ponto de fervura. Baixo o fogo.
Esquente o azeite de oliva numa panela anti-aderente. Frite o bacon por uns 2 minutos. Acrescente a cebola e continue mexendo por uns 3 minutos até que fique macia. Ponha a abóbora/butternut squash na panela assim com o alho e tomilho e mexa por um minuto ou um pouco mais. Depois acrescente o arroz e misture bem com os outros ingredientes. Mexa até que o arroz fique translúcido. A partir de então proceda como se faz com qualquer risoto. Quando estiver quase no ponto ajuste o tempero. Desligue o fogo quando pronto. Deixe descansar um pouco, jogue os pedaços de manteiga gelada e salpique com a pimenta do reino moída na hora. Só ponha o parmesão quando já na mesa.



Salada de Vagem



Ingredientes:

600 g de vagem (sem os cabinhos, cozidas em água com sal durante 15 a 20 minutos).
320 g de milho verde cozido
2 tomates cortados em cubinhos
2 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de vinagre

Modo de Preparo

Corte a vagem cozida em 2 ou 3 pedaços, coloque em uma travessa e acrescente os tomates e o milho.
Tempere com a mistura de azeite, vinagre, sal e pimenta do reino.




Pão de Milho (1)



Ingredientes:

500g mistura de pão de milho fleischmann
2 colheres de chá de fermento biológico seco
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de mel ou maple syrup
200 ml de leite
1 colher de sopa de erva doce

Modo de Fazer:

Jogue tudo na máquina. Bote no modo massa e deixe provar (crescer até dobrar de tamanho). Abra a massa na mesa enfarinhada com fubá. Jogue parmesão ralado em cima da massa aberta e enrole, fazendo uma bola. Bote numa forma untada e cubra com um pano. Deixe crescer durante a noite e asse de manha.




Pão de Milho (2)





Ingredientes:

2 claras em neve
1 xícara (chá) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de fermento em pó
1 xícara (chá) de fubá
1 xícara (chá) de leite
1 colher (sopa) de manteiga ou banha
½ colher (sopa) de sal

Modo de Preparo:

Misture os ingredientes.
Coloque pequenas porções numa assadeira, polvilhado de fubá.
Asse em forno quente. Servir ainda quente com manteiga.




Torta de Maça








Massa:

200 g de Margarina
2 gemas
1 ovo inteiro
1 xícara de açúcar
3 colheres de sopa de água
Farinha de Trigo (o suficiente)

Modo de Preparo:

Misture os 5 primeiros ingredientes, vá juntando aos poucos a Farinha de Trigo até a massa ficar maleável e sem grudar na mão. Forre o fundo e os lados de uma forma para torta (4 cm) com um refratário e leve ao forno para assar.

Creme:

2 copos de leite
1 lata de leite condensado
2 colheres de sopa de maisena
4 gemas
baunilha

Modo de Preparo:

Junte em uma panela todos os ingredientes e leve ao fogo até formar um creme. Retire e junte a baunilha, espalhe este creme sobre a massa já assada.

Cobertura:

6 maçãs grandes com casca e cortadas em fatias mais ou menos grossas.
1 xícara de chá de açúcar / 100 ml de Mel
3 xícaras de chá de água
1 colher de sopa de gelatina sem sabor vermelha

Modo de Preparo

Leve ao fogo as maçãs para cozinhar com á água, o açúcar e o Mel até ficarem macias (cuidado para não cozinhar demais para não se partirem). Retire as maçãs com uma escumadeira e vá arrumando por cima do creme sem a calda. Desmanche a maisena em um pouco de água e coloque dentro da calda como também a gelatina desmanchada em um pouco de água fria. Leve ao fogo mexendo sempre até ficar uma calda transparente. Espalhe por cima das maçãs e leve à geladeira.




Torta de Abóbora (Pumpkin Pie)




Ingredientes:

Massa para revestir o fundo de uma forma média de torta.
3/4 de xícara de açúcar
Uma colher de sobremesa de canela moída
Uma colherzinha de chá de sal
Uma colher de sobremesa de pó de gengibre, ou gengibre ralado.
Uma colher de café de cravo da índia em pó
2 ovos
Aproximadamente duas xícaras de abóbora (moranga) cozida e esmagada
Uma xícara de creme de leite

Pré-aqueça o forno a temperatura média. Combine o açúcar, o sal, a canela, o gengibre e os cravos-da-índia numa tigela pequena. Bata ovos levemente numa tigela grande. Adicione a mistura de abóbora, açúcar e especiarias. Adicione aos poucos o creme de leite, mexendo sempre. Despeje o recheio sobre a massa, já preparada na forma. Asse por 15 minutos. Reduza a temperatura do forno; asse por 40 a 50 minutos ou até que uma faca introduzida perto do centro seja retirada limpa sem resíduos de recheio. Esfrie por 2 horas. Sirva imediatamente ou refrigere. (não congele porque isto fará com que a crosta separe do recheio).


Receitas e imagens: Google Internet


Música: Sarah McLachlan - Wintersong



quinta-feira, 27 de novembro de 2008

"Dia de Ação de Graças"


" Dia de Ação de Graças"


O Dia de Ação de Graças se destaca na época de feriados porque pode ser comemorado por praticamente todo mundo. Ele não está ligado a uma religião específica e as pessoas podem celebrá-lo da maneira como quiserem. As únicas tradições essenciais são fazer uma refeição com amigos ou com a família e agradecer pelo que se tem. No mundo dos feriados, o Dia de Ação de Graças é o mais simples e puro possível.

O feriado também honra a história norte-americana, é claro. Em inúmeras peças escolares, crianças norte-americanas contaram a história do primeiro Dia de Ação de Graças, quando os peregrinos e os nativos norte-americanos celebraram a colheita de outono em cooperação e aceitação.

Você já se perguntou de onde realmente vieram os detalhes dessa história e do Dia de Ação de Graças? Neste artigo, conheceremos as origens de muitas coisas que associamos a esse dia.

Em geral, pensamos que o Dia de Ação de Graças é um feriado exclusivamente dos Estados Unidos, mas na verdade existe uma grande tradição de celebrações na época da colheita e de Ação de Graças.

Todo outono, os antigos gregos faziam uma celebração de três dias para reverenciar Deméter, a deusa do trigo e dos cereais. Os romanos faziam uma celebração parecida, na qual reverenciavam Ceres, a deusa do trigo (a palavra "cereal" é derivada de Ceres). A celebração dos romanos tinha música, desfiles, jogos, esportes e um banquete de Ação de Graças. Era muito parecida com o Dia de Ação de Graças atual.

Uma curiosidade: um dos símbolos mais importantes do Dia de Ação de Graças, a cornucópia, na verdade vem da época dos antigos gregos e romanos. O termo (geralmente descrevendo um vaso em forma de chifre com frutas, flores e outras guloseimas) vem do latim cornu copiae, o que literalmente significa "corno da abundância". Na mitologia grega, a cornucópia é um chifre de cabra que foi enfeitiçado por Zeus para produzir uma quantidade infinita do que seu dono desejar.

Os antigos chineses faziam uma festa de colheita chamada Chung Ch'ui para celebrar a lua cheia. As famílias se reuniam para fazer um banquete, que incluía bolos redondos e amarelos chamados "bolos de lua". Na cultura judaica, as famílias também realizavam uma festa de colheita chamada Sukkoth. A Sukkoth vem sendo celebrada há 3 mil anos, com a construção de cabanas com galhos, que são chamadas de succots. Por oito dias, as famílias judaicas fazem suas refeições nessas cabanas, sob o céu noturno. Os antigos egípcios participavam de uma festa de colheita que reverenciava Min, o deus da vegetação e da fertilidade. Desfiles, música e esportes faziam parte dessas festividades.

Nas Ilhas Britânicas, a maior precursora do Dia de Ação de Graças foi uma festa de colheita chamada Lammas Day (Dia de Lammas). O nome é uma mistura das palavras loaf (pão) e mass (massa) no inglês antigo. No Lammas Day, todas as pessoas vão até a igreja com um pedaço de pão feito com o trigo da primeira colheita. A igreja abençoa o pão para agradecer pela colheita daquele ano.

O Dia de Ação de Graças também está relacionado à prática dos puritanos ingleses de escolher determinados dias para agradecer. Essas cerimônias extremamente religiosas acontecem, em geral, após épocas de grande dificuldade: os puritanos louvavam a Deus e agradeciam a Ele por tê-los libertado do sofrimento. Na prática, o Dia de Ação de Graças norte-americano não tem muita coisa em comum com essas tradições religiosas, mas a intenção é muito parecida. E, como veremos, o feriado norte-americano realmente começou com os puritanos.

O Dia de Ação de Graças atual tem suas principais origens na história dos Estados Unidos. Em 1609, um grupo de puritanos que estava fugindo da perseguição religiosa na Inglaterra foi viver na Holanda. Esses puritanos moraram na Holanda por alguns anos até que um grupo de investidores ingleses, os Mercadores Aventureiros, financiou uma viagem para o Novo Mundo.

No dia 6 de setembro de 1620, eles içaram as velas em um navio chamado Mayflower. Cento e dez puritanos, que agora são chamados de peregrinos, deixaram a Inglaterra e chegaram ao Novo Mundo depois de 65 dias. Eles se acomodaram em uma cidade chamada Plymouth, que ficava onde hoje é Massachusetts. O primeiro inverno dos peregrinos foi tão intenso que menos de cinqüenta pessoas do grupo conseguiram sobreviver.

No dia 16 de março de 1621, um índio Abnaki chamado Samoset entrou no povoamento de Plymouth. Ele saudou os peregrinos em inglês e no dia seguinte voltou com um outro nativo norte-americano chamado Squanto, que falava inglês bem. Com a ajuda de Squanto, os peregrinos conseguiram sobreviver no Novo Mundo. Squanto ensinou a eles como extrair seiva das árvores, como evitar plantas que eram venenosas e como plantar milho e outros alimentos.

A colheita de outubro foi muito bem-sucedida, em grande parte graças à ajuda dos nativos norte-americanos. Os peregrinos tiveram comida suficiente para o inverno e tinham aprendido a sobreviver no Novo Mundo. O governador dos peregrinos, William Bradford, decidiu realizar um banquete de celebração e convidou os vizinhos nativos norte-americanos. Os nativos norte-americanos também trouxeram comida, e a celebração durou três dias. Os historiadores acreditam que essa celebração tenha acontecido em algum dia de outubro.

Muitos consideram o primeiro Dia de Ação de Graças como um exemplo de que pode haver grande respeito e cooperação entre duas culturas diferentes. Outros, porém, o consideram um símbolo da perseguição dos nativos norte-americanos pelos colonizadores. Infelizmente, o espírito amigável do primeiro Dia de Ação de Graças foi uma pequena exceção em uma longa história de matança entre as tribos nativas e os colonizadores europeus. Hoje em dia, essa parte da história da nação influencia muitos norte-americanos.

Em 1970, alguns nativos norte-americanos começaram a realizar o Day of Mourning (Dia de Luto) no Dia de Ação de Graças, para lembrar a violência e a discriminação sofridas por seus ancestrais. O Dia de Luto é celebrado por um grupo de pessoas no topo da "Coles Hill", que dá vista para Plymouth Rock.

Não se sabe se os próprios peregrinos chamaram aquele primeiro banquete de celebração de Ação de Graças, mas eles certamente estavam celebrando a abundância de comida e a paz com seus vizinhos nativos norte-americanos. Dois anos depois, os peregrinos estabeleceram mais claramente a tradição do Dia de Ação de Graças. Depois de um longo período de seca, os peregrinos estavam realizando um dia de jejum e de preces quando começou a chover. Para agradecer o fim da seca, os peregrinos celebraram um Dia de Ação de Graças de verdade.

O costume de celebrar a boa sorte com um Dia de Ação de Graças rapidamente se espalhou pela Nova Inglaterra. No início dos Estados Unidos, os novos líderes da nação começaram a proclamar pelo país inteiro as celebrações do Dia de Ação de Graças. Na Revolução Americana, por exemplo, o Congresso Continental exigiu um Dia de Ação de Graças para celebrar a vitória dos Estados Unidos na Batalha de Saratoga. Em 1789, o presidente George Washington exigiu um Dia de Ação de Graças em reconhecimento à homologação da Constituição dos EUA.

Em 1817, o estado de Nova York oficialmente adotou um Dia de Ação de Graças anual e alguns outros estados seguiram o exemplo. A maioria celebrava o dia em novembro e alguns poucos, em dezembro. Em meados de 1800, uma editora de revistas chamada Sarah Josepha Hale fez uma campanha para que o Dia de Ação de Graças se tornasse um feriado nacional. Em 1863, o presidente Abraham Lincoln fez exatamente isso: proclamou que o Dia de Ação de Graças seria no último dia de novembro.

Depois da Guerra Civil, o Congresso fez do Dia de Ação de Graças um feriado nacional. Inicialmente, muitos moradores do sul dos EUA consideraram que a parte norte estava tentando induzir o país inteiro a seguir suas tradições particulares. Mas, no fim, todos aceitaram o feriado.

Em 1939, o presidente Franklin Roosevelt mudou o Dia de Ação de Graças para uma semana depois da data anterior para satisfazer os comerciantes, que queriam uma época de compras de Natal mais longa. Muitas pessoas recusaram a mudança e continuaram a comemorar o Dia de Ação de Graças na última quinta-feira de Novembro, como antes. Alguns adversários até mesmo chamaram o novo Dia de Ação de Graças do Roosevelt de "Franksgiving". Em 1941, o presidente Roosevelt assinou um projeto de lei para que o Dia de Ação de Graças fosse oficialmente comemorado na quarta quinta-feira de novembro. Isso significa que o Dia de Ação de Graças cai na última quinta-feira do mês em alguns anos e na penúltima em outros anos.

Os símbolos mais significativos dessa comemoração são os alimentos que os americanos consomem no jantar de Ação de Graças. De maneira geral, esses alimentos celebram o país e o cultivo tradicional. A maioria dos pratos tradicionais do Dia de Ação de Graças é composta por alimentos muito simples da parte norte dos EUA.

O maior símbolo do Dia de Ação de Graças é o peru. Provavelmente, essa ligação vem desde o início da comemoração de Ação de Graças. Quando aconteceu a primeira comemoração, o governador William Bradford comentou sobre "a grande abundância de perus selvagens". O peru é tão importante para o feriado do Dia de Ação de Graças que mais de 90% dos americanos comem peru nesse dia.
Todo ano, o presidente dos EUA captura um peru na noite anterior ao Dia de Ação de Graças. Essa tradição começou há 50 anos, com Harry Truman, e continua até hoje. O peru capturado passa, então, a viver no Kidwell Farm, um zoológico em Virgínia.

Depois do peru, o prato mais importante na mesa é o milho. Provavelmente os peregrinos não teriam sobrevivido se os nativos norte-americanos não tivessem ensinado a eles sobre os alimentos nativos. Por isso, o milho é o símbolo da sobrevivência dos colonizadores, assim como da colheita e do outono.

As amoras provavelmente estavam na primeira mesa de Ação de Graças. Os índios norte-americanos ensinaram os peregrinos a fazer um molho de amora chamado "ibimi", que significa fruta amarga. Quando os colonizadores viram a fruta, eles mudaram seu nome para "crane-berry", porque as suas flores se pareciam com um pássaro de pescoço comprido chamado "crane". As amoras ainda são cultivadas na Nova Inglaterra.

Além da comida, as maiores tradições do Dia de Ação de Graças são o futebol americano e os desfiles. Em antigas festas de colheita, as pessoas geralmente celebravam com jogos e esportes, então, pode-se dizer que a tradição do futebol americano tem raízes muito profundas. O jogo de futebol americano tradicional do Dia de Ação de Graças geralmente era entre o Detroit Lions e o Green Bay Packers, mas como o esporte se popularizou, agora existem mais jogos nesse dia. A tradição dos desfiles do Dia de Ação de Graças vem desde o início do século XX, quando os moradores das cidades começaram a considerar esse dia como o início das compras de Natal. Para atrair consumidores, algumas lojas patrocinavam desfiles bem elaborados.

Finalmente, como o Dia de Ação de Graças é comemorado na quarta quinta-feira de novembro e cai em uma data diferente a cada ano, o presidente dos EUA emite uma proclamação anual para estabelecer a data da celebração. Em 1863, o presidente Lincoln começou essa tradição e desde então cada presidente emite uma proclamação do Dia de Ação de Graças.

No Brasil, durante o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra, o Congresso Nacional aprovou uma lei que consagrava a última quinta-feira do mês de novembro como o Dia Nacional de Ação de Graças. Porém, em 1966, o Marechal Humberto Castelo Branco mudou a data para a quarta quinta-feira do mês de novembro, para coincidir com a celebração no resto do mundo.






Mesa típica do Dia de Ação de Graças

Fotos das Primeiras Comemorações

desta data.

Foto cedida Pilgrim Hall Museum"The Landing of the Pilgrims",

um quadro de Henry A. Bacon

Pilgrim Hall Museum"The First Thanksgiving at Plymouth",
uma pintura a óleo de Jennie A. Brownscombe


Detalhe de uma reprodução fotográfica do quadro de meados

dos século XX de J.L.G. Ferris, "First Thanksgiving"




Mito dos peregrinos

Quando pensamos em peregrinos, geralmente imaginamos que eles usavam apenas roupas pretas e brancas e que tinham fivelas em seus chapéus, roupas e sapatos. Na verdade, as fivelas só viraram moda depois do século XVII; normalmente, as pessoas só usavam roupas pretas e brancas aos domingos. As mulheres geralmente usavam roupas nas cores vermelha, verde, marrom, violeta, azul ou cinza, e os homens usavam branco, bege, preto, verde e marrom.



Estatísticas do Dia de Ação de Graças

- Os norte-americanos consomem cerca de 8,4 kg de peru a cada ano.
- Três cidades dos EUA receberam seus nomes em homenagem ao peru: Turkey, TX, Turkey Creek, LA, e Turkey, NC.

- Oito cidades nos EUA receberam seus nomes em homenagem à amora.

- Vinte cidades dos EUA chamam Plymouth.

(*Fonte: Censo Bureau dos EUA)







Fatos relacionados ao perú

- Houve um tempo em que o peru e a águia eram os símbolos nacionais dos EUA.

- De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, um sexto dos 300 milhões de perus vendidos a cada ano é para o Dia de Ação de Graças.

- Um peru com menos de 16 semanas de idade é chamado de fryer (próprio para fritar). Um roaster (próprio para assar) normalmente tem entre cinco e sete meses de idade.

- Os perus têm uma ótima audição, mas não possuem orelhas externas.

- A idade é o fator mais importante em relação ao gosto do peru. São preferíveis machos mais velhos do que mais novos. No caso de fêmeas, é preferível o contrário.

- Os perus são a única criação de aves nativas no hemisfério ocidental.

(*Fonte: Scripps Howard News Service e FactMonster)



“Agradecer a Deus pelas graças conquistadas,

acima de qualquer religião”



Imagens: Google Internet.

Música: Michael W. Smith - Angels We Have Heard on High.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"E o Sol Nasce Novamente"



Uma mensagem especial que dedico

as pessoas que hoje estão sofrendo.





"Que o Senhor faça sempre sair o que
há de melhor no coração de cada um
de nós e que a esperança caminhe
sempre de mãos dadas, mesmo para
aqueles que às vezes pensam
que é o fim!"





E o Sol Nasce Novamente

(Letícia Thompson)





Há ocasiões em nossa vida que a noite parece interminável. É assim quando todas as esperanças parecem ter ido procurar refúgio em algum lugar, menos no nosso coração.

Não somamos nossas alegrias como somamos nossos problemas. Quando passamos por um caminho difícil, fazemos uma revisão do que vivemos e temos vivido e somamos as dores, que parecem crescer a cada lembrança.

Se, inversamente, fizéssemos o mesmo com nossos momentos de alegria, encontraríamos razões a mais para viver e forças suplementares para sobreviver aos impasses da vida.

Por mais longa que seja a noite, por mais lento que tenha sido o relógio e por mais dolorido que tenha estado nosso coração, o sol nasce novamente. Pouco importa se no dia seguinte ele estará ainda encoberto por nuvens, ele não estará encoberto eternamente.

A certeza de que algo de bom e bonito existe nos faz guardar ainda acesa a chama dentro do coração. Se o sol vai e volta, a lua some e reaparece, as marés baixam e sobem, não há razões para que na vida não demos a volta por cima. A natureza é a prova viva de que tudo está em movimento sempre e nós fazemos parte dessa paisagem idealizada e plantada por Deus.

Tudo é passageiro, as alegrias vêm e vão, mas o sofrimento também, até mesmo aquele que se instala no mais profundo do nosso ser, ele também se acalma e deixa um lugarzinho aberto para a doçura de viver.

Não podemos desistir de ser felizes enquanto o sol não desistir de renascer.





Texto e Imagens: Google Internet.

Música: Joe Cocker - Everybody Hurts




terça-feira, 25 de novembro de 2008

"Dia Internacional da NÃO Violência Contra as Mulheres"



“25 de novembro: Dia Internacional da NÃO Violência Contra as Mulheres”




Estima-se que a cada quatro minutos uma mulher é agredida, seja em seu próprio ambiente familiar ou fora dele. Trata-se de um problema cotidiano, fruto das relações de poder entre homens e mulheres na vida doméstica e na sociedade em geral, baseadas na cultura patriarcal: subordinação, dominação e subvalorização do sexo feminino. Essa vulnerabilidade cultural atinge todas as mulheres, independente de idade, raça/etnia, situação financeira ou credo religioso.

Entende-se por violência contra a mulher qualquer ação ou conduta baseada na discriminação por gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico, tanto no âmbito público como no privado. Assim, a agressão apresenta diversas manifestações, sendo a mais comum à violência doméstica. Ela ocorre geralmente dentro de casa, no ambiente familiar ou em qualquer outra relação interpessoal em que o agressor conviva ou tenha convivido no mesmo domicílio e que compreende, entre outras formas de violência, maus-tratos, agressões físicas e psicológicas, ameaças e violência sexual.

Invisível, tendo inúmeros casos não denunciados e quando denunciados, não punidos, a violência doméstica resulta em diversos danos à saúde da mulher e vem sendo relacionada com o uso excessivo de drogas e álcool, distúrbios gastrointestinais, inflamações ginecológicas, dores de cabeça, asma, ansiedade, depressão e outros distúrbios psíquicos, levando até mesmo a tentativas de suicídio.

A família ainda é considerada um território fora do alcance da lei. O convívio social torna-se um obstáculo para a denúncia e cria bases para a impunidade, pois existe cumplicidade ou indiferença da sociedade com essa forma de violência. Além disso, interfere na qualidade de vida e no desenvolvimento da sociedade em sua diversidade. Torna-se urgente um amplo processo de mobilização social contra a violência doméstica e as demais manifestações de violência contra a mulher.

Em todo o mundo o combate à violência contra a mulher se constituiu em uma preocupação fundamental dos movimentos sociais, a começar pelo movimento de mulheres em meados da década de 1970.

Para marcar a importância do tema e mobilizar ações e a atenção da sociedade, são destacadas as seguintes datas relacionadas à violência contra mulheres e meninas: Neste dia 25 de novembro - é comemorado o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher.
Um dia para lembrar, protestar e mobilizar contra a violência à mulher.

Definido no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá, Colômbia, o 25 de Novembro é o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data foi escolhida para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana.

Em 25 de novembro de 1991, foi iniciada a Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres, sob a coordenação do Centro de Liderança Global da Mulher, que propôs os 16 Dias de Ativismo contra a Violência contra as Mulheres, que começam no 25 de novembro e encerram-se no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948.

Em março de 1999, o 25 de novembro foi reconhecido pelas Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.

A violência contra a mulher é "qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada".

"A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres...".

Embora muitas vezes o álcool, drogas ilegais e ciúmes sejam apontados como fatores que desencadeiam a violência contra a mulher, na raiz de tudo está a maneira como a sociedade dá mais valor ao papel masculino, o que por sua vez se reflete na forma de educar os meninos e as meninas.

Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.

As mulheres que sofrem violência podem procurar qualquer delegacia, mas é preferível que elas vão às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher (DDM). Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psico social e orientação jurídica.











Fontes:

Música: Elvis Costello - She