terça-feira, 29 de setembro de 2009

"Saúde Mental - Rubem Alves"


Registrando um texto bem interessante


que recebi de um amigo especial.


Vale à pena a leitura!




"Saúde Mental"


(Rubem Alves)




"Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei.

Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico. Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.

Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos. Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, basta fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.

Pensar é uma coisa muito perigosa... Não, saúde mental elas não tinham... Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvir falar de político que tivesse depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.

Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos. Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente "equipamento duro", e a outra denomina-se software, "equipamento macio". Hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito. O software é constituído por entidades "espirituais" - símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes. Nós também temos um hardware e um software.

O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo "espirituais", sendo que o programa mais importante é a linguagem.

Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam.

Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos e, somente símbolos, podem entrar dentro dele. Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção!

Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: A música que saia de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou... Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, "saúde mental" até o fim dos seus dias.

Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes.
A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música... Brahms, Mahler, Wagner, Bach são especialmente contra-indicados. Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Tranquilize-se há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago?

Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.

Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal.
Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos.

Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram..."







Imagens: Google Imagens e Blingee.


Música: Engenheiros do Hawaii - Somos quem podemos ser.


domingo, 27 de setembro de 2009

"Homenagem à Primavera"


Bom estar de volta ao meu cantinho...

Em tempo de registrar minha homenagem

à primavera que se iniciou esta semana.

A mais bonita estação do ano merece esta

linda prosa de Cecília Meireles.








A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.

A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododentros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur.

Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação.

Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega.

É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim.

Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu.

E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvi­dos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul.

Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra.

Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade.

Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.


(Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 365.)









Música: Beto Guedes - Sol de Primavera.




segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"É Melhor Ser Alegre do que Ser Triste"



"É Melhor Ser Alegre do que Ser Triste"




“O humor nos preserva do desespero quando sofremos e nos entretem em outros momentos” (psicanalista Patrícia Argelazi).

“É um sinal de inteligência, uma possibilidade de lidar com situações difíceis de outra maneira”.

“Poder viver as coisas de uma maneira mais leve também é um ótimo canal para extravasar a agressividade”.

É claro que ninguém deve bancar a Poliana, personagem clássica da literatura infanto-juvenil que ficava feliz nos momentos mais impensáveis. O segredo está em tentar aceitar as dificuldades que são uma constante em nossa vida e não se chatear tanto com as pedras que surgem no caminho.

“Ficar de mau humor não paga dívidas nem acaba com o estresse (psicanalista Maria Helena Saleme, também do Instituto Sedes Sapientiae, de São Paulo).

Enquanto existe vida, há sempre oportunidade de sermos mais felizes (Wellington Nogueira, fundador e coordenador da ONG Doutores da Alegria).
“Posso estar no trânsito e escolher estar amargurado ou ouvir uma música agradável e pensar em coisas boas”.

Existem pessoas que só conseguem ver o mundo em preto e branco e têm como mantra principal a ladainha preferida da hiena Hardy, no desenho Lippi, o Leão: oh dia, oh azar, isso não vai dar certo. Assim a vida fica muito mais difícil (e chata) com certeza.

“O humor está diretamente relacionado à aceitação pessoal”, segundo Maria Helena. “Ele se manifesta quando você da colo a si mesma e sente-se feliz por suas atitudes”.

A auto-estima é algo construído com a ajuda da família durante o crescimento e pode ser conquistada através do processo terapêutico. Ou seja, felizmente há uma luz no fim do túnel” (Patrícia Argelazi).

O bom humor também está intimamente relacionado ao jeito que encaramos a vida: de uma forma positiva ou negativa. “Para os bem-humorados, o que é fácil é realmente fácil e o que é difícil dá-se um jeito” (fonoaudióloga Ana Maria Alvarez, autora do livro Deu branco, Um Guia Para Desenvolver o Potencial de Sua Memória – Editora Record).

“Quando conseguimos sair do lugar da tragédia, os problemas se relativizam e o drama deixa de ser o centro de nossa vida” (Patrícia Argelazi). “As pessoas adoecem menos, usam o estresse em favor próprio e cultivam relações melhores com as pessoas à sua volta (Wellington Nogueira). Elas podem influenciar quem está ao seu redor, já que o humor tem um efeito multiplicador. È difícil ficar triste diante de uma pessoa feliz.

O bom humor é algo que deve ser desenvolvido e cultivado, tornando-se um estado de espírito.” Se é possível levar sorriso e alegria a hospitais, imagine então para quem não está dentro de um lugar desses? (Ricardo Cabral, presidente e fundador da ONG Presente de Alegria, SP).

Quando você ri para uma pessoa, ela automaticamente responde à ação com a mesma atitude. Só que não adianta apenas mexer os lábios ou exibir um sorriso amarelo. “O movimento precisa vir de dentro para fora” (Ricardo Cabral).

(Menezes, Renata. Artigo: Revista Bons Fluidos. Abril/2009 No 121)










Música: Don't Worry, Be Happy.



sábado, 19 de setembro de 2009

"Receitinhas Deliciosas para o Fim de Semana"



"Salada Italiana de Pão"




Se você gosta de trocar o jantar por uma salada, esta receita é para você. Leva uma variedade de ingredientes que contêm vitaminas, minerais e até os carboidratos complexos do pão integral.

Tempo de preparo: Menos de 2 horas - Serve: 4

Para a salada

Ingredientes:
4 fatias de pão integral
1/2 bulbo de erva-doce
1/2 cebola roxa
1 maço de rúcula
1 xícara (chá) de tomate-cereja
1/3 xícara (chá) de sementes de girassol
1/2 colher (sopa) de azeite de oliva
1 pimentão vermelho
1 pimentão amarelo

Modo de Preparo:
1. Pré aqueça o forno a 180ºC (temperatura média).
2. Numa tábua, corte o pão em cubos de 2 cm. Corte os tomates e a cebola ao meio. Fatie a cebola em rodelas. Pique a erva-doce e rasgue as folhas de rúcula com as mãos.
3. Numa assadeira, coloque as fatias de pão e as sementes de girassol. Regue com o azeite. Leve ao forno por 15 minutos até dourar, mexendo a cada 3 minutos. Reserve.
4. Espete o pimentão num garfo. Sobre a chama alta do fogão, coloque o pimentão. Deixe queimar até ficar preto. Transfira para uma tigela, cubra com um prato e deixe abafar por 15 minutos. Retire a pele queimada com o auxílio de uma colher. Repita o procedimento com o outro pimentão.
5. Numa tábua, corte os pimentões pela metade, retire as sementes e a pele branca. Corte-os em tiras finas. Reserve.

Para o molho

Ingredientes:
2 dentes de alho
1 colher (sopa) de alcaparras
5 colheres (sopa) de azeite de oliva
3 colheres (sopa) de vinagre de vinho tinto
1 colher (chá) de água
1/2 colher (chá) de orégano
1 pitada de pimenta-do-reino moída na hora

Modo de Preparo:
1. Espete os dentes de alho com a casca num garfo. Queime-os na chama do fogão por 4 minutos. Deixe esfriar e descasque-os.
2. Numa tábua, pique bem os dentes de alho. Pique as alcaparras até formar uma pasta.
3. Numa tigela, misture todos os ingredientes com batedor de arame ou um garfinho até obter um molho homogêneo. Reserve

Montagem:
Numa tigela grande, misture todos os ingredientes delicadamente e regue com o molho. Sirva a seguir.







"Salmão com Crosta de Ervas
e Coalhada Seca Cítrica"




Esta receita é um achado! É de preparo simples, mas o sabor é super elaborado. Um coringão para jantares de última hora.

Tempo de preparo: Pá Pum - Serve: 2

Para a coalhada

Ingredientes:
1 xícara (chá) de coalhada seca
raspas de 1/2 laranja
raspas de 1/2 limão siciliano
1 colher (sopa) de suco de limão siciliano
1 1/2 colher (sopa) de azeite de oliva
1/2 colher (chá) de sal

Modo de Preparo:
Numa tigela, misture todos os ingredientes. Reserve.

Para a crosta

Ingredientes:
1 colher (sopa) de tomilho seco
1 colher (sopa) de alecrim seco
1 colher (sopa) de orégano seco
1 colher (sopa) de páprica
1 colher (chá) de alho em pó
1 colher (chá) de semente de cominho
1 colher (chá) de sal

Modo de Preparo:
Triture todos os ingredientes num processador de alimentos ou no liquidificador.

Para o salmão

Ingredientes:
2 filés de salmão sem pele e sem espinhas
2 colheres (sopa) de azeite de oliva

Modo de Preparo:
1. Num prato, coloque o tempero da crosta. Empane os filés de salmão dos dois lados (não é necessário cobrir as laterais) e deixe repousar por 5 minutos.
2. Leve uma frigideira com azeite ao fogo médio. Coloque os filés de salmão e deixe dourar, sem mexer, por 2 minutos. Vire os filés delicadamente e deixe cozinhar por mais 2 minutos. Se os filés forem finos, diminua o tempo de cocção. De qualquer maneira, a idéia aqui é deixá-los crus por dentro.
3. Sirva com uma generosa porção de coalhada.

Dica: A chef Rita Lobo mostra como preparar esta receita. Assista ao vídeo:
http://panelinha.ig.com.br/site_novo/stpm/video.phpid=10&so=pc&qdd=baixa




"Leque de Frango ao Molho
de Castanha-de-caju"




Castanhas são uma excelente fonte de gorduras boas. Elas ajudam a combater o inchaço e ainda melhoram a pele. Mas é o sabor deste leque de frango que põe para cima até a mais desanimada das criaturas.

Tempo de preparo: Pá Pum - Serve: 2

Para o molho

Ingredientes:
1/2 xícara (chá) de castanhas-de-caju torradas
1 colher (chá) de óleo de girassol
1 colher (sopa) de óleo de gergelim tostado
1 colher (sopa) de vinagre de arroz
1/2 colher (sopa) de suco de limão
1 colher (sopa) de shoyu (molho de soja)
1 colher (sopa) de mel
1 dente de alho
1 colher (chá) de gengibre picado
1 colher (sopa) de saquê
1/2 xícara (chá) de água

Modo de Preparo:
No liquidificador, coloque todos os ingredientes e bata até obter um creme bem liso. Reserve.
Para o frango

Ingredientes:
4 filés de frango
1/2 xícara (chá) de shoyu (molho de soja)
1/2 xícara (chá) de suco de laranja
2 colheres (sopa) de óleo de canola
folhas de coentro para decorar

Modo de Preparo:
1. Numa tigela, junte o shoyu, o suco de laranja e os filés de frango. Deixe marinar por no mínimo 20 minutos. Quando for fritá-los, retire o excesso da marinada com as mãos.
2. Pré aqueça o forno a 160°C (temperatura baixa).
3. Numa frigideira, de preferência antiaderente, adicione 1 colher (sopa) de óleo de canola e leve ao fogo médio. Quando esquentar, coloque 2 filés e deixe dourar por 4 minutos cada lado. Transfira-os para uma assadeira e leve ao forno pré-aquecido para não esfriarem. Na frigideira, coloque mais 1 colher (sopa) de óleo e acrescente os filés restantes.
4. Numa tábua, corte os 4 filés já fritos na diagonal, em fatias de 1 cm de espessura.
5. Esquente o molho.
6. Em dois pratos, disponha as fatias, formando um leque, e cubra com o molho ou sirva-o à parte numa tigelinha. Decore com coentro.





"Batatas Sautée"





A batata sautée, um clássico da cozinha francesa, é o tipo de acompanhamento que vai bem com tudo. Pode fazer sem medo de errar.

Tempo de preparo: Pá Pum - Serve: 4 porções

Ingredientes:
1 kg de batatas pequenas
1/4 xícara (chá) de salsinha picada
2 colheres (sopa) de manteiga
sal a gosto

Modo de Preparo:
1. Numa panela grande, leve água ao fogo alto para ferver.
2. Enquanto a água ferve, descasque as batatas. Em seguida, junte o sal e coloque as batatas na água fervente. Deixe cozinhar por cerca de 20 minutos ou até que as batatas fiquem macias.
3. Escorra as batatas e despreze a água. Reserve.
4. Lave a salsinha muito bem sob água corrente. Retire todas as folhinhas e pique muito bem com uma faca afiada. Reserve.
5. Leve uma frigideira antiaderente grande ao fogo baixo. Acrescente a manteiga e espere derreter.
6. Quando a manteiga estiver derretida, junte as batatas, a salsinha, sal a gosto e salteie por 3 minutos. Para saltear as batatas, segure o cabo da frigideira e mexa para frente e para traz, fazendo com que as batatas dourem em todos os lados.
7. Retire as batatas do fogo e sirva a seguir.






"Arroz de Couve-flor"





Este arroz de couve-flor é o truque certo para quem precisa cortar as calorias. Ele substitui muito bem o arroz branco como acompanhamento no dia-a-dia. Experimente!

Tempo de preparo: Pá Pum - Serve: 4 porções

Ingredientes:
1 couve-flor
1 colher (sopa) de margarina light
1 colher (sopa) de salsinha picada
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo:
1. Lave a couve-flor sob água corrente. Corte os talos da couve-flor, separando-os em pequenos buquês. Em seguida, corte a parte mais grossa dos talos e despreze. (Esses talos podem ser usados no preparo de uma sopa). Reserve os buquês.
2. Leve uma panela com bastante água ao fogo alto. Quando ferver, acrescente os buquês de couve-flor e sal a gosto.
3. Deixe a couve-flor cozinhar por cerca de 10 minutos ou até que fique macia. Verifique o ponto de cozimento, espetando com um garfo. A seguir, retire a panela do fogo e escorra a água.
4. Transfira a couve-flor para uma tábua e pique muito bem com uma faca afiada. Cuidado para não picar demais, pois pode virar purê. Reserve.
5. Coloque a margarina numa frigideira grande e leve ao fogo médio para aquecer. Acrescente a couve-flor picada e refogue por cerca de 2 minutos. Tempere com sal, pimenta-do-reino e a salsinha picada. Misture bem e desligue o fogo.
6. Sirva esta couve-flor como acompanhamento, no lugar do arroz.




"Suflê de Banana e Laranja"






A olho nu este suflê é inofensivo... Mas a combinação dos ingredientes faz desta saborosa sobremesa uma verdadeira arma contra a TPM – e ainda é linda!

Tempo de preparo: Menos de 2 horas - Serve: 4

Ingredientes:
5 laranjas-baía
raspas de 1 laranja
2 colheres (sopa) de açúcar
2 claras
1 colher (sopa) de açúcar de confeiteiro para decorar
2 bananas-prata

Modo de Preparo:
1. Pré aqueça o forno a 180°C (temperatura média).
2. Corte a tampa de 4 laranjas e retire a polpa com uma colher, tomando cuidado para não danificar a casca, que será utilizada para assar os suflês. Se preciso, corte também a base, apenas para equilibrar a laranja, tomando cuidado para não furar o fundo da fruta. Extraia o suco das polpas usando um espremedor de batatas. Descarte o bagaço.
3. Raspe a casca da laranja restante, mas não deixe o ralador chegar até a parte branca, pois irá amargar a receita. Reserve as raspinhas. Descasque a laranja e corte a polpa em cubos.
4. Corte 1 banana em cubinhos e ponha numa tigela junto com os cubos de laranja. Regue com 4 colheres (sopa) do suco de laranja. Divida esta mistura entre as cascas de laranja e coloque-as numa assadeira.
5. Amasse a outra banana e reserve.
6. Numa tigela média, bata com um batedor de arame (fouet) a gema com o açúcar. Quando a gema estiver bem pálida e firme, junte a banana amassada, as raspas de laranja e misture bem.
7. Na batedeira, coloque as claras e bata até o ponto neve. Junte metade das claras à mescla de banana e gema e misture rapidamente. Em seguida, incorpore a outra metade, tomando cuidado para não mexer demais e perder o volume das claras.
8. Com uma colher, divida a massa do suflê entre as cascas de laranja preparadas. Leve ao forno pré-aquecido para assar por 15 minutos. Se quiser, polvilhe com o açúcar de confeiteiro com auxílio de uma peneira. Sirva a seguir.

Dica: A chefa Rita Lobo mostra como preparar esta receita. Assista ao vídeo:

http://panelinha.ig.com.br/site_novo/stpm/video.phpid=4&so=pc&qdd=baixa

"Gratin des Fruits"



As frutas desta sobremesa são cobertas com o delicioso zabaione, um delicado creme à base de gemas e açúcar. Para ficar ainda mais tentadora, a sobremesa é gratinada. Arrase!

Tempo de preparo: Pá Pum - Serve: 4 porções

Para as frutas

Ingredientes:
1 maçã-verde
1/2 xícara (chá) de morangos
1/4 de abacaxi
50 g de uva Itália
1/2 manga

Modo de Preparo:
1. Lave bem todas as frutas.
2. Com uma faquinha afiada, corte a maçã ao meio e retire o miolo. Apóie a metade da maçã sobre uma tábua e corte em tiras. Faça o mesmo com outra metade.
3. Retire as folhas dos morangos e corte-os em fatias finas.
4. Descasque o abacaxi e corte em cubos de 3 cm. Para isso, comece cortando a fruta em fatias (3 cm de espessura); corte cada fatia em tiras (3 cm de largura) e as tiras em cubos.
5. Corte as uvas pela metade e retire as sementes.
6. Descasque a manga e corte em tiras de 1 cm de largura. Para isso, comece cortando em fatias (0,5 cm de espessura) até chegar ao caroço; corte cada fatia em tiras de 1 cm.
7. Distribua todas as frutas em um recipiente refratário.

Para o zabaione

Ingredientes:
5 gemas
1 xícara (chá) de açúcar
2 colheres (chá) de essência de baunilha
200 ml de vinho branco seco
açúcar de confeiteiro para polvilhar

Modo de Preparo:
1. Pré-aqueça o forno a 180°C (temperatura média).
2. Na batedeira, coloque as gemas e o açúcar e bata em velocidade alta até obter um creme bem claro.
3. Transfira o creme de gemas para uma tigela refratária grande. Adicione a essência de baunilha e o vinho branco e leve para cozinhar em banho-maria. Para fazer o banho-maria, leve uma panelinha com um pouco de água ao fogo médio. Quando começar a ferver, abaixe o fogo e encaixe a tigela refratária com o creme de gemas sobre a panela. A água não deve encostar no fundo da tigela, pois o calor do vapor é suficiente para o cozimento. Bata vigorosamente com um fouet (batedor de arame) por 10 minutos ou até que a mistura tenha dobrado de volume e esteja bem encorpada e espessa.
4. Retire do banho-maria e cubra as frutas com este creme.
5. Polvilhe com açúcar de confeiteiro e leve ao forno pré-aquecido. Deixe gratinar por 20 minutos, ou até que a superfície esteja morena. Sirva a seguir.





Receitas do site Panelinha

Música: Patrick Swayze - She's Like The Wind




quinta-feira, 17 de setembro de 2009

"Nossos Contrários - Um texto Especial"



"Nossos Contrários"

(Paulo Roberto Gaefke)




Quando a serenidade se vai,

o desespero toma conta.

Quando a paciência deixa de existir,

a ira se torna conselheira.

Quando o amor não resiste,

o ódio se instala, seca a alma.

Quando a gentileza não aparece,

as disputas se fortalecem.

Quando todos querem ter razão,

a guerra é a única saída.

Quando a preguiça é mais forte,

o trabalho se perde.

Quando a boca se abre para reclamar,

deixamos de fazer o que deve ser feito.

Contrários que convivem em nós,

somos da paz, mas brigamos por nada,

somos da justiça, e enforcamos alguns deveres,

somos da fraternidade do amor,

e por vezes desprezamos nossos semelhantes,

somos luz, e muitas vezes andamos nas trevas.

Queremos tanto a felicidade,

que as vezes causamos a infelicidade de outros.

Sonhamos com o relacionamento perfeito,

e brigamos por quase nada...

Nossos contrários nos aproximam

do que precisamos transformar,

é o nosso espelho da alma mostrando

o que precisamos melhorar.

Infelizmente, nosso orgulho às vezes nos cega,

e o que pensamos ser uma qualidade,

é o nosso maior defeito,

é o que nos impede de caminhar,

de prosperar e de conquistar.

Não tenha medo de mudar!

Comece pelo mais simples;

sorria mais, aborreça-se menos,

contente-se com o que lhe chega ás mãos,

agradeça mais.

Não leve nem a vida, nem as pessoas tão a sério,

apenas faça bem feito,

para ter a consciência tranquila

de ter dado o seu melhor.

"O mundo é sementeira;

colhe-se aqui o que foi plantado.

Que semente você tem espalhado

pelo chão da sua vida?"





Texto recebido de uma querida amiga por e-mail.

Imagens: Google.

Música: Tema do filme Forrest Gump



segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"DIA DE DESABAFO"



"O Valor das Coisas"






As pessoas só costumam dar valor as coisas quando (quase) perdem ou perdem realmente.

Às vezes, as coisas estão diante dos nossos olhos o tempo todo, em nossas mãos. E, só quando estão fora do nosso alcance é que percebemos o quanto são importantes para nós.

E muitas vezes não tem mais volta.

Isso gera muito sofrimento.

Não seria mais fácil se abríssemos os olhos enquanto ainda é tempo?

Será que é preciso realmente perder pra dar valor a alguma coisa ou alguém?
Tem coisas que parecem pequenas, mas se olharmos de perto são muito maiores do que podemos perceber.

Vemos as pessoas matando.

O mundo sendo destruído.

Onde está o amor pelo próximo?

Onde está o amor próprio?

Onde está o respeito ao próximo?

Eu poderia escrever linhas e linhas descrevendo coisas que só damos valor quando perdemos, mas optei por não fazer.

Você, que está lendo esse texto, sabe das coisas que não deu ou dá valor.

E, se não sabe, esse é um bom momento pra refletir no assunto.

Quem sabe assim sua vida não se torna um pouco melhor? Ou com menos arrependimentos…

Temos que dar valor enquanto há tempo, antes que seja tarde demais.

Quem sabe um dia você se torne uma pessoa "inteira" e seja realmente feliz.

Então abra seus olhos e o coração, e permita-se redimir-se, se for necessário. Porque uma simples atitude sua pode mudar todo o curso de uma vida.